quinta-feira, 8 de junho de 2017

Fomos Feitos para nos Movimentar



As constatações das pesquisas podem ser resumidas na seguinte frase: “Passar o dia inteiro sentado é como ser um fumante”. Você pode ou não concordar com a comparação, mas precisa levar o conceito a sério. O cérebro tem uma relação de simbiose com o corpo para gerar energia mental e física. Seu cérebro e o restante do seu corpo trabalham juntos de maneiras complexas e surpreendentes para ajudá-lo a ir de um lugar ao outro. É um sistema integrado de movimento.

Quando seu corpo não está se movendo, seu cérebro entra em modo de espera, porque grande parte do que ele foi projetado para fazer não está acontecendo. Essa falta de movimento libera substâncias químicas que colocam seu corpo para dormir. O fluxo sanguíneo para o cérebro é reduzido, você fica menos alerta e seu raciocínio e sua capacidade de julgamento ficam debilitados.

De acordo com o dr. Ratey, da Harvard Medical School, “praticamente toda semana vemos um novo estudo demonstrando que, mesmo se você estiver em forma e se exercitar, ficar sentado mata as células do cérebro”. E ele prossegue:


Quando você está de pé, seu cérebro age com 7% mais eficácia do que quando você está sentado, porque os grandes músculos esqueléticos são ativados. Ficar de pé aciona o córtex frontal e você pode pensar com mais clareza... a maior dificuldade é estabelecer uma rotina e um ritual. Sabemos como isso é difícil, mas, quando você começar, a coisa normalmente entra em modo automático.

Fomos feitos para nos movimentar. Nossos ancestrais distantes andavam por toda parte e somos fisiologicamente programados para caminhar entre seis e sete quilômetros por dia. É um fato biológico: um corpo ativo é fundamental para manter a energia fluindo para o cérebro.
Dê uma olhada em algumas ideias a seguir e avalie o quanto você se movimenta ao longo do dia. Você já faz alguma dessas atividades, consciente ou inconscientemente? Se fizer, ótimo! De qualquer forma, escolha uma ou duas atividades e veja se consegue integrá-las à sua rotina diária.
·         Faça pausas para o cérebro periodicamente ao longo do dia. Levante-se da cadeira pelo menos a cada 90 minutos para andar um pouco, mesmo se for até o bebedouro.
·         Use as escadas, não o elevador.
·         Saia para um passeio na hora do almoço.
·         Estacione o carro um pouco mais longe do trabalho ou do supermercado.
·         Faça uma reunião caminhando.


Boa Reflexão!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Você usa o seu cérebro com eficácia?

Como profissionais do conhecimento, pagos para pensar, criar e inovar, uma ferramenta importantíssima que temos para criar valor é o nosso cérebro. Então, vamos dar uma olhada em como o nosso cérebro funciona.
Não se preocupe, não vamos nos aprofundar em psicologia avançada ou neuroquímica. Vamos nos limitar a falar de duas partes básicas do nosso cérebro: o Cérebro Reativo e o Cérebro Pensante. O Cérebro Reativo constitui a parte inferior do cérebro. É a origem da nossa reação de lutar ou fugir e também é onde processamos os nossos sentimentos e emoções. É importante ressaltar que, como veremos, é também onde o nosso cérebro processa o prazer e a satisfação. A maioria desses processos ocorre automaticamente, antes de termos tempo para pensar no que está acontecendo. O Cérebro Reativo também é o lar dos hábitos adquiridos, porém arraigados, os padrões de pensamento e comportamento que armazenamos tão profundamente nessa parte do cérebro que eles se tornaram inconscientes e automáticos, como dirigir para o trabalho quando estamos ocupados pensando em outra coisa. Os cientistas dizem que o Cérebro Reativo se desenvolveu para garantir a nossa sobrevivência já nos tempos pré-históricos. Imagine um homem das cavernas caminhando pela floresta. A sobrevivência dele dependia de sua capacidade de reagir rapidamente, sem pensar, a uma ameaça imediata, como um tigre-dentes-de-sabre. Se não agisse rápido, viraria o almoço do tigre.
A parte superior do nosso cérebro, o Cérebro Pensante, por sua vez, é onde tomamos decisões conscientes e intencionais. É muitas vezes chamado de função executiva, porque é onde podemos dirigir e sobrepor conscientemente outros impulsos provenientes do Cérebro Reativo. É onde agimos em vez de reagir. É onde escolhemos prestar atenção a algo de maneira deliberada e ponderada.
Como as reações do Cérebro Reativo estão profundamente enraizadas, elas requerem muito pouca energia. Ocorrem rapidamente e, a menos que façamos a opção consciente por uma linha de ação diferente, o Cérebro Reativo domina, desviando a nossa atenção de pensamentos superiores a estímulos mais imediatos. Grande parte dos anúncios publicitários que vemos foi criada para ser atrativa para o Cérebro Reativo – movimentos alarmantes, sons surpreendentes, imagens sexuais e assim por diante. Nas palavras de um pesquisador,
“As implicações para os profissionais de marketing são claras: para mobilizar as pessoas com rapidez e o mínimo de resistência, temos de focar grande parte de nosso empenho no processamento físico e emocional de nível inferior, que são as rodovias de alta velocidade que levam ao inconsciente dos consumidores”. Desse ponto de vista, não passamos de carteiras com neurônios acoplados, sendo que o objetivo é mobilizar um número suficiente de nossos neurônios reativos para obter acesso à nossa carteira!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Quatro Etapas para a Sinergia

Vimos que, por vezes, uma crise força a sinergia. Mas não é preciso haver uma crise para chegarmos à sinergia. Se eu começar com a mentalidade correta, posso alcançar a sinergia deliberadamente, por meio das quatro etapas seguintes:
  1. Eu lhe pergunto: “Você está disposto a buscar uma solução que seja melhor do que aquilo que qualquer um de nós já tenha proposto? ”
Essa única e revolucionária pergunta pode eliminar as atitudes defensivas, porque não estou pedindo que você abandone a sua ideia. Nada disso. Estou simplesmente querendo saber se podemos procurar por uma Terceira Alternativa que seja melhor do que a minha ideia e do que a sua ideia. Tudo começa como uma experiência de raciocínio, nada mais.
  1. Então, lhe pergunto algo do tipo: “O que quer dizer melhor? ” A ideia é fazer surgir uma visão clara do trabalho a ser realizado, uma lista de critérios para um resultado bem-sucedido, que agrade a ambos os critérios que vão além das nossas demandas mais arraigadas.
  2. Uma vez definidos esses critérios, começamos a pensar em possíveis soluções que possam atendê-los. Concebemos protótipos, temos ideias criativas sobre novas estruturas, refletimos sobre quaisquer possibilidades. Suspendemos temporariamente o julgamento. Mais adiante, descreverei várias maneiras de fazer isso, mas toda sinergia depende de permitir que testemos as possibilidades mais radicais.
  3. Sabemos o momento em que chegamos à sinergia pela empolgação que toma conta da sala. A hesitação e os conflitos desaparecem. Continuamos a trabalhar na sinergia até experimentarmos aquela explosão de dinamismo criativo que representa uma Terceira Alternativa de sucesso, e a reconhecemos ao constatá-la.
Existem muitos especialistas em “resolução de conflitos”. Mas para a maioria deles a resolução de conflitos significa, normalmente, negociar uma acomodação em um nível mais baixo, que acaba com a discussão, sem necessariamente alcançar novos e surpreendentes resultados. A Terceira Alternativa é mais do que um armistício, e muito mais do que se chegar a um acordo é a criação de uma nova realidade, melhor do que o que está “de um lado” ou “de outro lado”. Não é nem a primeira posição nem a segunda posição. É uma terceira posição.


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Os 5 impulsionadores da energia física e mental

Quando o nosso corpo e cérebro vão ficando sem combustível, afeta nosso desejo e nosso propósito. Quando sentimos que não temos condições de atingir nossas metas, acabamos reduzindo as expectativas e, em casos extremos, cedemos à depressão e ao desespero.
Para manter sua capacidade de realizar seus propósitos mais elevados e tomar decisões do dia a dia a fim de chegar lá, você precisa de energia física sustentável resultante de um corpo bem-cuidado e em bom estado de funcionamento, para assim abastecer o cérebro com muito oxigênio e um fluxo constante de glicose.
As providências a serem tomadas para ter um cérebro saudável não são nenhum bicho de sete cabeças.
Os 5 Impulsionadores da Energia estão ilustrados no diagrama abaixo:

  1. Movimentar-se. Não estamos falando apenas de exercícios físicos. Seu corpo foi feito para se movimentar e muita coisa boa acontece com o seu cérebro quando você se movimenta bastante, e o contrário acontece quando você não se movimenta.

  1. Comer. Da mesma forma como você não coloca sujeira no tanque de gasolina de seu carro, também não deve colocar comida de má qualidade em seu corpo. O que você come atua como combustível de seu cérebro. Você pode seguir algumas diretrizes alimentares simples que o ajudarão a abastecer o seu cérebro para atingir o desempenho ideal.

  1. Dormir. É dormindo que você consolida a aprendizagem, melhora a memória e subconscientemente organiza decisões e dados complexos. Uma boa noite de sono não só é agradável, como é vital para atingir a produtividade extraordinária.

  1. Relaxar. O ambiente “estressado” dos dias de hoje pode exaurir o nosso cérebro. Aprender a desligar as reações ao estresse em nosso cérebro e agir com base em um estado de espírito mais centrado descontraído pode afetar enormemente o nosso desempenho.

  1. Conectar-se. O cérebro precisa de conexões sociais positivas para sobreviver e essas conexões constituem uma enorme fonte de energia. Passar um tempo desenvolvendo e mantendo relacionamentos significativos é uma atividade que nutre o nosso cérebro.

Boa Reflexão!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

O poder do senso de propósito


A energia mental provém de duas fontes básicas: um propósito firme e o corpo.
Metade do trabalho de pensar em como seria o sucesso em seus papéis mais importantes envolve encontrar seu propósito ou, em outras palavras, uma motivação para as grandes contribuições que você é capaz de realizar. Quando você se sente realizado nesses papéis todos os dias, isso lhe dá uma energia e um poder enormes.
A palavra “motivação” vem do latim “movere”, que significa mover-se. Mover as coisas requer energia e uma visão motivadora pode resultar em um emprenho incrível, até impossível em outras circunstâncias.
Você já deve ter ouvido histórias de pessoas superando todos os limites de suas possibilidades impulsionadas por uma motivação ou meta mais profunda não? Pois essas fontes mais profundas podem se tornar mais disponíveis também em sua vida.
De acordo com Daniel Pink, vários estudos mostram que as pessoas que atuam com base em uma motivação interna têm “maior autoestima, melhores relacionamentos interpessoais e maior bem-estar geral” do que as pessoas que não possuem essas fontes intrínsecas de motivação. Ele resume as pesquisas afirmando: “ As pessoas mais profundamente motivadas – sem mencionar as mais produtivas e satisfeitas – vinculam seus desejos a uma causa maior do que elas mesmas”.
Enquanto trabalhar sem um bom propósito pode drenar a energia do nosso cérebro, trabalhar com um forte senso de propósito pode conectar as partes mais profundas, emocionais, do nosso cérebro às nossas intenções específicas e às nossas causas mais elevadas, aumentando a sincronia mental. Isso é vital também em nossa vida pessoal, que muitas vezes pode acabar em segundo plano em relação à agitada vida profissional.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Paulo Kretly realiza circuito de palestras em Beira – Moçambique


Na última semana, Paulo Kretly, CEO da FranklinCovey Brasil, participou do circuito de palestras para colaboradores e universitários de grandes empresas e universidades sediadas em Beira – Moçambique, sobre a melhoria de desempenho e práticas de execução nas suas atividades.
“O principal objetivo da FranklinCovey é fazer com que os colaboradores das organizações possam melhorar o seu comportamento, tornando-se mais eficazes e pensando de maneira mais produtiva, obtendo resultados mais efetivos para as empresas. ” Paulo Kretly Ceo da FranklinCovey Brasil.
Um dos temas abordados foi Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, baseado no best-seller de negócios com mais de 30 milhões de cópias vendidas no mundo todo de Stephen Covey. Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes traz hábitos e práticas eficazes para eficácia duradoura.
Paulo falou exclusivamente para a emissora de rádio Cidade FM em Beira.

Download: we.tl/gUUgPw2xka

Sobre a FranklinCovey
A FranklinCovey é uma empresa global, especializada na melhoria de performance, ajuda as organizações a alcançarem resultados que requerem mudança de comportamento humano, com atuação em 161 países.




sexta-feira, 10 de março de 2017

A importância do Aprendizado Constante


Em que altura da vida podemos dizer que nada mais temos a aprender? Se a pergunta for feita a uma Figura de Transição, a resposta será uma só: um enfático e categórico “nunca”. As oportunidades de aprendizado nos são oferecidas a cada momento, o tempo todo. Aprendemos com nossos pais e com nossos filhos, com nossos superiores e com nossos subalternos, com um grande erudito e com um mendigo que cruza nosso caminho, com um acontecimento feliz e com um infortúnio, com uma realização e com uma frustração, com uma derrota e com uma conquista. Aprendemos toda vez que nos damos ao trabalho de pensar sobre o que determinado momento nos trouxe, o que nos ensinou que ainda não sabíamos, o que nos mostrou a respeito dos outros e de nós mesmos, e que antes ignorávamos. E esse processo é tão longo quanto a vida.
O aprendizado requer disposição e esforço. O caminho mais curto e certo para a estagnação é perder a disposição de aprender, seja pela arrogância de achar que já sabe tudo, seja pela enganosa convicção de que é tarde demais para adquirir um novo conhecimento. A acomodação é outra inimiga do aprendizado, pois paralisa o segundo requisito necessário para que ele ocorra: o esforço. É preciso esforçar-se para manter a mente aberta ao novo, para não se deixar limitar pelos preconceitos e opiniões preconcebidas. E também é preciso esforço para ampliar as oportunidades de aprendizado, reservando tempo para as leituras, para as conversas e atividades instrutivas, para se atualizar e aprofundar seu conhecimento. Não estou me referindo apenas ao conhecimento necessário à sua profissão, mas a todos os aspectos de sua vida, por exemplo, conhecer mais a fundo sua esposa ou seu marido – acreditar que já sabemos tudo sobre nosso parceiro é um erro fatal em qualquer relacionamento. Outro equívoco é negligenciar o autoconhecimento: uma série de frustrações, angústias e motivações. Conhecê-las também é um aprendizado constante, talvez o mais árduo de todos.
Uma frase atribuída a Confúcio diz:

O verdadeiro conhecimento consiste em sabermos a extensão de nossa ignorância.

Sócrates chegou à mesma conclusão. Certa vez, alguém perguntou ao oráculo de Delfos se o filósofo grego era de fato o mais sábio entre todos os sábios, e a resposta havia sido afirmativa. Ao saber disso, Sócrates decidiu comprovar a afirmação e se pôs a conversar com pessoas que eram tidas como grandes sábias. “Todas me pareceram tão cheias de si”, contou Sócrates, “tão seguras de suas verdades e certezas que, se sou de fato mais sábio do que elas, é pela simples razão de que sei de que não sei aquilo que elas acham que sabem”.

Como nos sugere o filósofo com toda a sua perspicácia e sabedoria, a admissão de que ainda temos muito a aprender é o primeiro passo para transformarmos nossa vida em um constante aprendizado. A consciência desse fato enriquece nossas vidas, ampara nossas escolhas e direciona nossas ações. A importância de aprender sempre é tamanha que Stephen R. Covey, autor do best-seller Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes e 8° Hábito, a coloca entre as quatro necessidades básicas do ser humano – as demais serão afetadas. O aprendizado, porém, está presente em todas: aprendemos a viver, a amar, a deixar um legado e, até mesmo, aprendemos a aprender.